O fraturamento hidráulico continua a abrir um enorme leque de reservas de petróleo e gás nos Estados Unidos, e os investidores estão buscando criar um novo mercado para alguns desses combustíveis fósseis, incluindo os chamados "líquidos de gás natural", próximos às formações de xisto Marcellus e Utica.
Como resultado, empresas começaram a investir centenas de bilhões de dólares na criação de um novo corredor petroquímico no Vale do Rio Ohio e na expansão de um corredor altamente poluído ao longo da Costa do Golfo, conhecido como "Corredor do Câncer". Essa onda de projetos de construção significa que os combustíveis fósseis extraídos de poços de fraturamento hidráulico serão cada vez mais transformados em plásticos, produtos petroquímicos e outros produtos de consumo.
Esta é uma investigação da DeSmog sobre a proposta de expansão petroquímica no Vale do Rio Ohio e os principais atores envolvidos, juntamente com as implicações ambientais, de saúde e socioeconômicas. Vamos explorar as alegações de quão limpa e segura a indústria química americana realmente é, os riscos à saúde para os trabalhadores do setor, o argumento enganoso que apresenta o fraturamento hidráulico como um meio de impulsionar os EUA rumo à independência energética em vez da dependência do plástico, e os grupos envolvidos na defesa e na oposição a regulamentações ambientais e de saúde mais rigorosas para essa indústria.