Estamos acompanhando os esforços globais para promover o uso do hidrogênio em diferentes setores da economia.
O “hidrogênio azul” é produzido a partir de gás natural e é frequentemente descrito como limpo ou de baixo carbono porque compensa parte de suas emissões por meio da captura e armazenamento de carbono (CCS) — uma tecnologia cara que ainda é inviável em larga escala e que conseguiu capturar, no máximo, 70% das emissões de carbono.
Por trás dessa pressão pelo hidrogênio azul, como revela nossa reportagem, estão redes de empresas, associações industriais, lobistas e políticos com fortes laços com a indústria de combustíveis fósseis. Explore os mapas e artigos relacionados que criamos para traçar essas redes na União Europeia, Canadá e Estados Unidos.
O “hidrogênio verde” é uma opção muito mais amigável ao clima, pois é produzido utilizando energia renovável. Ele é considerado crucial em certas aplicações, como a produção de fertilizantes e aço. Se substituísse a atual produção de hidrogênio poluente, eliminaria 2% das emissões globais de dióxido de carbono.
No entanto, especialistas em clima têm preocupações quanto à promoção do hidrogênio verde em setores como aquecimento e transporte, pois ele compete com outras tecnologias, como bombas de calor e veículos elétricos, que exigem muito menos energia. É provável também que a indústria de combustíveis fósseis esteja usando a promessa do hidrogênio verde como uma estratégia de "isca e troca" para garantir apoio à versão azul do combustível e mais investimentos em infraestrutura de gás.